Por Sandra Ferreira, Diretora Técnica na Lxiscare.
A sociedade atual é marcada pelo envelhecimento demográfico e, consequentemente, pelo aumento de doenças crónicas e incapacitantes que exigem a presença de um cuidador para assegurar a prestação de cuidados no dia a dia.
O que é o Serviço de Apoio Domiciliário (SAD)
O Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) é uma resposta social que presta cuidados e apoio na própria casa a pessoas que, por doença, deficiência ou outro impedimento, não conseguem assegurar temporária ou permanentemente as suas necessidades básicas e atividades da vida diária. Este apoio pode ser prestado por um familiar (cuidador informal) ou por um profissional (cuidador formal), através da Segurança Social ou de uma empresa privada, como a Lxiscare.
O que faz um cuidador
O cuidador é, ou não, membro da família, que, com ou sem remuneração, apoia o idoso nas suas atividades diárias — alimentação, higiene pessoal, medicação de rotina, acompanhamento aos serviços de saúde — excluindo sempre as técnicas e procedimentos reservados a profissões legalmente estabelecidas. Quando esta atividade é exercida de forma profissional e remunerada, fala-se em cuidador formal; quando é assumida por um familiar, sem formação específica nem remuneração, fala-se em cuidador informal. Pode ler mais sobre esta distinção e sobre as tarefas concretas de um cuidador no artigo O que faz um cuidador de idosos ao domicílio.
De acordo com o Guia Prático do Instituto da Segurança Social (2011) relativo ao serviço doméstico, um cuidador formal é um trabalhador doméstico, na medida em que “presta regularmente a outrem (…) atividades destinadas à satisfação de um agregado familiar (cozinhar, lavar a roupa, limpar a casa, tratar de crianças ou idosos, tratar do jardim ou de animais, fazer serviços de costura, etc.), recebendo em contrapartida uma remuneração com carácter regular”. As principais tarefas dos cuidadores são: tarefas domésticas como limpar a habitação e tratamento de roupas, cozinhar, administração de medicação, idas às compras para o domicílio e supervisão e acompanhamento de adultos, nomeadamente no apoio do utente nas suas necessidades individuais (terapêutica, higiene, mobilidade, alimentação…), manter registos das atividades e cuidados prestados ao utente, aconselhar a família acerca de temáticas como a nutrição e adaptação à situação clínica, e acompanhamento ou marcação de consultas médicas.
Importa notar que os cuidadores formais devem possuir competências pessoais essenciais à função: ética, profissionalismo, boa relação interpessoal com o utente e a família, empatia, pontualidade e assiduidade, discrição e escuta ativa.
Quem pode pedir apoio domiciliário
Qualquer pessoa em situação de dependência, mesmo que temporária, pode recorrer a apoio domiciliário — através da Segurança Social, mediante avaliação de rendimentos e disponibilidade de vaga, ou através de uma empresa privada, como a Lxiscare, com resposta mais rápida e horários mais flexíveis. As condições de acesso e os apoios sociais disponíveis para pessoas idosas estão atualizados no guia de apoio social para idosos do gov.pt e na página da Segurança Social dedicada aos idosos.
SAD da Segurança Social vs. apoio domiciliário privado
O SAD da Segurança Social funciona através de IPSS e outras instituições com acordo de cooperação. Tem custos mais baixos, ajustados ao rendimento do agregado familiar, mas as vagas são limitadas e, frequentemente, há listas de espera. O apoio domiciliário privado — como o prestado pela Lxiscare — permite início mais rápido, horários personalizados (incluindo apoio 24 horas) e escolha direta da equipa, sem depender de vaga disponível, com um custo ajustado caso a caso.
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