Por Sandra Ferreira, Diretora Técnica na Lxiscare.

A Lxiscare está credenciada pela Segurança Social desde 2009 para a prestação de serviços de apoio domiciliário a idosos, doentes e pessoas em situação de dependência, na região da Grande Lisboa. Ao longo destes anos, uma pergunta repete-se nas primeiras conversas com as famílias: o que faz, no dia a dia, um cuidador de idosos ao domicílio?

Cuidador formal vs. cuidador informal

Há duas realidades distintas. O cuidador informal é normalmente um familiar — cônjuge, filho ou filha — que assume os cuidados sem formação específica nem remuneração, muitas vezes acumulando esta tarefa com trabalho e vida pessoal. É um papel exigente e, a prazo, desgastante. O cuidador formal é um profissional com formação para a função — Ajudante Familiar ou Assistente de Apoio Domiciliário, em Portugal — que presta cuidados de forma remunerada e estruturada, seja através de uma entidade como a Lxiscare, seja através do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) da Segurança Social.

Os dois papéis não se excluem: na maioria das situações que acompanhamos, o cuidador formal entra para aliviar a família, não para a substituir.

O que está incluído nos cuidados

O trabalho de um cuidador profissional cobre um conjunto amplo de tarefas, que varia com o grau de dependência da pessoa:

  • Higiene pessoal — banho, vestir, cuidados de imagem, sempre preservando a dignidade e a privacidade da pessoa.
  • Alimentação — preparação ou apoio nas refeições, atenção a dietas específicas e a dificuldades em engolir (disfagia).
  • Mobilização — apoio a levantar, deitar, transferências e prevenção de quedas, sobretudo em pessoas com mobilidade reduzida.
  • Companhia — presença e estimulação cognitiva e social, particularmente importantes em casos de isolamento ou défice cognitivo.
  • Gestão da medicação — organização por horários, confirmação da toma e acompanhamento da quantidade e validade dos medicamentos em casa. A prescrição e o ajuste da medicação continuam a ser sempre da responsabilidade do médico e do farmacêutico — veja os mitos mais comuns sobre gestão de medicação.
  • Acompanhamento a consultas e articulação com médicos e enfermeiros, garantindo que a informação circula entre os profissionais de saúde e a família.
  • Tarefas domésticas associadas — lavandaria, compras de produtos de higiene e manutenção do ambiente em que a pessoa vive.
  • Monitorização de sinais vitais — quando aplicável, registo de tensão arterial, glicose, temperatura, peso e hábitos de eliminação, com comunicação imediata à família ou aos serviços de saúde sempre que algo sai do previsto.

Esta vigilância é particularmente relevante em pessoas com doenças como a doença de Alzheimer, em que pequenas alterações de comportamento ou de rotina podem ser sinal de algo a investigar.

Formação e credenciais de um cuidador profissional

Em Portugal, a formação de referência para quem cuida de idosos é a de Ajudante Familiar ou Assistente de Apoio Domiciliário (AAD), que cobre áreas como higiene e conforto, primeiros socorros, mobilização e transferências, noções de nutrição e comunicação com pessoas em situação de dependência ou défice cognitivo. Para além da formação inicial, a experiência prática e a formação contínua — sobretudo em temas como demências e gestão de situações de emergência — fazem a diferença na qualidade do acompanhamento.

Como a Lxiscare seleciona e acompanha a equipa

Antes de qualquer cuidador entrar em casa de um utente, a Lxiscare confirma formação, experiência e referências. O acompanhamento não termina na seleção: a equipa é supervisionada ao longo da prestação do serviço, com comunicação direta entre a família, o cuidador e a Lxiscare sempre que algo precisa de ser ajustado — seja a rotina, o tipo de apoio ou o próprio cuidador.

Apoio profissional privado vs. SAD da Segurança Social

Tanto o SAD da Segurança Social como o apoio domiciliário privado respondem à mesma necessidade — cuidar de quem não consegue assegurar sozinho as suas necessidades diárias — mas funcionam de forma diferente. Explicamos as diferenças em detalhe no artigo Apoio no domicílio: em resumo, o SAD funciona através de IPSS e instituições com acordo de cooperação, com vagas limitadas e frequentemente listas de espera, enquanto o apoio privado, como o da Lxiscare, permite início mais rápido, horários personalizados — incluindo apoio 24 horas — e escolha direta da equipa.

Há situações em que este apoio se torna especialmente útil logo desde o primeiro dia em casa — é o caso da recuperação após uma alta hospitalar ou um AVC, quando a rotina da família muda de um momento para o outro.

Quer saber se este é o tipo de apoio certo para a sua família? Contacte a Lxiscare e marque uma avaliação gratuita.