Por Margarida Godinho, Enfermeira na Lxiscare.
A gestão da medicação é uma das tarefas mais delicadas do apoio a uma pessoa idosa — e também uma das mais rodeadas de ideias erradas. Reunimos alguns dos mitos mais comuns sobre medicação, com base em informação do INFARMED, e os factos que os contrariam.
Mito: “Se já me sinto melhor, posso parar a medicação”
Muitos tratamentos crónicos — para a hipertensão, a diabetes ou o colesterol, por exemplo — só são eficazes com toma contínua. Sentir-se melhor é, muitas vezes, o efeito do próprio tratamento, não um sinal de que a doença desapareceu. Interromper a medicação sem indicação médica pode anular meses de tratamento e agravar a doença.
Mito: “Os medicamentos genéricos são menos eficazes que os de marca”
Um medicamento genérico tem a mesma substância ativa, na mesma dose e forma farmacêutica, e cumpre os mesmos critérios de qualidade, segurança e eficácia exigidos pelo INFARMED antes de ser autorizado. A diferença está, sobretudo, no preço. Mais esclarecimentos sobre genéricos estão disponíveis nas Perguntas Frequentes do INFARMED.
Mito: “Um produto natural nunca faz mal”
Suplementos e produtos à base de plantas não estão livres de riscos: podem interagir com medicamentos prescritos, provocar efeitos indesejados ou, em alguns casos, conter substâncias inadequadas para quem tem doenças cardiovasculares ou outras condições. Qualquer suplemento deve ser referido ao médico ou farmacêutico, especialmente quando a pessoa já toma outra medicação.
Mito: “Posso guardar todos os medicamentos juntos, no mesmo local”
Cada medicamento tem condições de conservação próprias, indicadas na embalagem — temperatura, luz, humidade. O INFARMED recomenda guardar os medicamentos fora do alcance de crianças e ao abrigo do calor e da humidade excessivos, e nunca misturar embalagens ou retirar a bula. Há mais orientações práticas no documento Medicamentos em Casa, do INFARMED.
Mito: “Se esquecer uma toma, duplico a dose seguinte”
Duplicar a dose para compensar um esquecimento pode ser perigoso, sobretudo em medicamentos com margem de segurança estreita, como anticoagulantes ou medicação para a diabetes. O procedimento correto depende do medicamento e do tempo já passado — a indicação deve ser sempre confirmada com o médico ou o farmacêutico, e não decidida por conta própria.
Como a Lxiscare gere a medicação dos utentes
Na Lxiscare, a gestão de medicação é uma tarefa diária dos nossos cuidadores de idosos ao domicílio: organização por horários, confirmação da toma e comunicação imediata à família ou ao médico sempre que algo sai do previsto. Esta tarefa é coordenada com os restantes cuidados de saúde prestados em casa — mais informação na página Saúde ao domicílio.
Tem dúvidas sobre a gestão de medicação de um familiar? Contacte a Lxiscare e fale com a nossa equipa.