Por Sandra Ferreira, Diretora Técnica na Lxiscare.
“Não sabemos se o meu pai ainda consegue ficar sozinho em casa. Quanto custa ter ajuda?”
Esta é uma das perguntas mais frequentes que recebemos.
Na maioria das situações, a questão surge após uma queda, uma alta hospitalar, o agravamento de uma doença ou simplesmente quando a família começa a perceber que o familiar já não consegue realizar sozinho algumas tarefas do dia a dia.
Naturalmente, uma das primeiras preocupações é o custo.
No entanto, a resposta não é tão simples como indicar um valor por hora ou uma mensalidade fixa. O custo de um serviço de apoio domiciliário depende das necessidades concretas da pessoa assistida, do número de horas de apoio necessárias e do tipo de cuidados a prestar.
Neste artigo explicamos os fatores que influenciam o preço e como escolher a solução mais adequada para cada situação.
O que está incluído num serviço de apoio domiciliário?
Muitas pessoas associam o apoio domiciliário apenas à higiene pessoal ou à companhia. Na realidade, os serviços podem ser bastante mais abrangentes.
Dependendo das necessidades, podem incluir:
- Apoio na higiene diária;
- Ajuda a vestir e despir;
- Preparação de refeições;
- Apoio na alimentação;
- Administração da medicação conforme indicação médica;
- Acompanhamento a consultas e exames;
- Compras e pequenas tarefas domésticas;
- Mobilização e prevenção de quedas;
- Companhia e estimulação cognitiva;
- Cuidados noturnos;
- Cuidados permanentes através de cuidadora interna.
Por este motivo, duas pessoas que recebem apoio domiciliário podem ter custos completamente diferentes.
O principal fator: quantas horas de apoio são necessárias?
A necessidade de apoio varia muito de pessoa para pessoa.
Por exemplo, uma senhora de 82 anos que vive sozinha, continua autónoma e apenas necessita de ajuda na higiene e preparação do almoço poderá necessitar apenas de algumas horas por dia.
Já um doente com Alzheimer, uma pessoa em recuperação após um AVC ou alguém com mobilidade muito reduzida poderá necessitar de acompanhamento praticamente permanente.
Quanto maior o número de horas de assistência, maior será naturalmente o investimento necessário.
Apoio domiciliário por horas
Esta solução é frequentemente escolhida por famílias que pretendem complementar a ajuda prestada pelos próprios familiares.
Pode ser adequada para:
- Higiene pessoal;
- Preparação de refeições;
- Companhia;
- Apoio em deslocações;
- Supervisão durante algumas horas do dia.
É também uma solução muito utilizada após altas hospitalares ou durante períodos de recuperação.
Cuidadora interna: quando faz sentido?
Uma das situações mais comuns é a procura de uma cuidadora interna.
Normalmente acontece quando a família percebe que a pessoa assistida já não deve permanecer sozinha durante longos períodos.
É frequente ouvirmos frases como:
“Durante o dia ainda se orienta, mas à noite ficamos preocupados.”
“O meu pai já caiu duas vezes este ano.”
“A minha mãe esquece-se frequentemente da medicação.”
Nestes casos, a presença permanente de uma cuidadora pode representar um aumento significativo da segurança e tranquilidade.
Além dos cuidados diários, existe um benefício muitas vezes subestimado: a companhia.
A solidão é um dos principais problemas enfrentados por muitos idosos e o acompanhamento regular pode ter um impacto muito positivo no seu bem-estar emocional.
O apoio domiciliário é mais caro do que um lar?
Nem sempre.
Quando as famílias começam a comparar opções, o preço é normalmente um dos primeiros critérios.
No entanto, é importante comparar realidades diferentes.
Num lar, a pessoa muda completamente de ambiente, adapta-se a novas rotinas e partilha os cuidados com outros residentes.
No apoio domiciliário, permanece na sua própria casa, mantém os seus hábitos, os seus objetos pessoais, os seus vizinhos e a sua rotina habitual.
Para muitas pessoas, este fator tem um valor difícil de quantificar financeiramente.
Por esse motivo, a decisão não deve basear-se apenas no custo, mas também na qualidade de vida e nas preferências da pessoa assistida.
Como evitar escolhas baseadas apenas no preço?
Esta é uma das recomendações mais importantes que podemos dar.
Ao solicitar orçamentos, procure compreender:
- Como são selecionados os cuidadores;
- Que formação possuem;
- Se existe supervisão regular;
- O que acontece em caso de ausência do profissional;
- Como é feita a comunicação com a família;
- Se existe um plano de cuidados individualizado.
Uma proposta mais barata pode parecer vantajosa inicialmente, mas tornar-se mais dispendiosa se não existir acompanhamento adequado ou capacidade de resposta perante imprevistos.
O que influencia o custo final?
Os fatores mais relevantes são:
- Número de horas necessárias;
- Grau de dependência da pessoa assistida;
- Necessidade de cuidados noturnos;
- Existência de demência ou Alzheimer;
- Necessidade de mobilizações ou transferências;
- Localização geográfica;
- Necessidade de acompanhamento permanente.
Por esse motivo, uma avaliação inicial é fundamental para identificar a solução mais adequada.
Cada família tem necessidades diferentes
Ao longo dos anos temos acompanhado situações muito distintas.
Desde pessoas que necessitam apenas de algumas horas de apoio por semana até famílias que procuram uma solução permanente após um internamento prolongado.
Não existe uma resposta única que sirva para todos.
A melhor solução é sempre aquela que respeita as necessidades da pessoa assistida, a dinâmica familiar e os objetivos definidos para os cuidados.
O número de horas necessárias varia muito com o momento. Depois de uma alta hospitalar ou de um AVC, por exemplo, é comum começar com mais horas nas primeiras semanas e ir reduzindo à medida que a pessoa recupera autonomia.
Precisa de ajuda para avaliar a sua situação?
Se está a considerar contratar um serviço de apoio domiciliário e gostaria de perceber qual a solução mais adequada para o seu familiar, o primeiro passo é realizar uma avaliação personalizada.
Uma análise adequada permite identificar as necessidades reais, evitar custos desnecessários e garantir que a pessoa assistida recebe o nível de apoio de que efetivamente necessita.
Na Lxiscare realizamos avaliações sem compromisso e ajudamos as famílias a encontrar a solução mais adequada para cada situação. Contacte-nos para agendar a sua.